EXERCÍCIO FÍSICO E IMUNIDADE – PARTE 2: FAZENDO EXERCÍCIO DE FORMA ADEQUADA. | Run Fitness Club

EXERCÍCIO FÍSICO E IMUNIDADE – PARTE 2: FAZENDO EXERCÍCIO DE FORMA ADEQUADA.

Na Parte 1 do texto “Exercício Físico e Imunidade” você aprendeu que a inflamação pode ser útil para o nosso corpo, que o exercício tem um papel importante na melhora das nossas defesas e na prevenção de doenças inflamatórias e, também, sobre a importância de dosar o seu treino a fim de não comprometer a sua imunidade e manter a saúde sempre em dia.

 

Já pensou em como a imunidade está envolvida com os exercícios? Já aconteceu de você trocar o seu treino para uma carga maior ou começar a treinar sério para alguma corrida e, ao invés de sentir-se mais disposto, acabou ficando doente? Ou já ouviu falar que o exercício físico é um importante aliado na prevenção de infartos e doenças cardiovasculares? E que praticar atividade física melhora a imunidade?

Imunidade e o Exercício Físico.

Como se exercitar quando o sistema imune (imunidade) não funciona de forma adequada?

 Existem muitas situações nas quais o sistema imunológico pode estar afetado ou funcionando de forma errada, o que pode ser responsável por uma série de doenças que comprometem a nossa qualidade de vida.

Por exemplo:

IMUNODEFICIÊNCIAS:nessas situações, a atividade do sistema imunológico está diminuída e ele não é capaz de eliminar totalmente os microorganismosinvasores, o que torna a pessoa mais sensível a infecçõespor vírus e bactérias.

–  DOENÇAS AUTO-IMUNES: aqui o sistema imunológico funciona, mas ele perde a capacidade fundamental de diferenciar o que é próprio do corpo e o que é estranho.Assim, os componentes do sistema imune, incapazes de fazer essa diferença, começam a atacar as próprias células, destruindo-as e gerando uma série de problemas.

REAÇÕES ALÉRGICAS: nestes casos, o sistema imune está altamente ativadoe reage de forma muito agressiva a algo que não é, necessariamente, perigoso, como os ácaros da poeira, a proteína do leite e o camarão.

CÂNCER: quando uma célula alterada “escapa” do sistema de vigilância das células de defesa, o câncer se desenvolve.

E as pessoas que sofrem com essas alterações na imunidade podem fazer exercício?

ELAS DEVEM! É evidente que em alguns casos poderão haver limitações relacionadas a prática de atividades físicas, porém, o exercício regular é SEMPRE recomendadoe, quando adaptado para cada realidade, é um importante aliado na melhora da qualidade de vidae mesmo no controle dessas doenças a longo prazo.

 

Imunidade e o Exercício Físico

Nós já discutimos o papel do exercício físico na prevenção e no tratamento do câncer (A ciência do Bem estar – Câncer),então no texto de hoje iremos abordar as imunodeficiências, mais especificamente, o HIV.

Mas você sabe o que é o HIV?

O HIV é um vírus que destrói um tipo específico de célula de defesa chamada TCD4. A pessoa com HIV vive uma constante luta para diminuir a quantidade de vírus (carga viral) e aumentar o número de células de defesa,as quais são constantemente destruídas pelo vírus.

Hoje em dia, isso é possível graças a medicamentos (antirretrovirais) que mantêm a carga viral a níveis muito baixos, o que aumentou significativamente a qualidade e o tempo de vida dos portadores, fazendo com que o HIV passasse a ser considerado uma doença crônica.

Aí entra o primeiro benefício do exercício físico.

Como toda doença crônica, e também devido ao preconceito e falta de informação envolvidos, o HIV está associado a altas taxas de transtornos psicológicoscomo a depressão e aansiedade,o que pode, inclusive, acelerar a progressão da doença. Até mesmo osmedicamentosutilizados contra o HIV podem agravar as chances de desenvolver esses distúrbios.

Como o exercício físico libera endorfinas e induz adaptações favoráveis na funcionalidade e na sensação de bem estar, ele reduz as sequelas psicológicas das doenças crônicas. Pesquisas mostram que, além de melhorar de forma significativa a qualidade de vida desses indivíduos, a atividade física regular aumenta, também, a adesão ao tratamento.

Mas quais exercícios seriam recomendados?

Como vimos na Parte 1 do texto sobre imunidade, o exercício físico moderado aumenta algumas células de defesa, enquanto que exercícios de alta intensidade podem criar a “janela aberta” e aumentar o risco de infecções. Por isso, exercícios físicos intensos não são os mais recomendados para portadores de HIV. Por outro lado, algumas pesquisas sugerem que exercícios físicos de intensidade moderadasão capazes de aumentar o número de células TCD4, melhorando a imunidade e diminuindo o risco de infecções oportunistas. Assim, o exercício funcionaria, a longo prazo, como um complemento ao tratamento medicamentoso.

Os estudos mostram que pacientes com HIV podem e devem fazer tanto exercícios aeróbios quanto exercícios de força e flexibilidadede forma regular (pelo menos três vezes por semana). Porém, em todos os casos, o recomendado é controlar a intensidadedo treino de maneira que não comprometaagudamente a função imunológica.

Algumas formas de controlar a intensidade são por meio da frequência cardíaca, da percepção subjetiva de esforço ou por meio dos percentuais de intensidade recomendados na literatura.

Os exercícios aeróbios, por exemplo, devem ser realizados de forma moderada, em uma intensidade entre 50% a 85% da frequência cardíaca máximado indivíduo, ou entre 45% e 85% do seu consumo máximo de oxigênio. Já o treinamento de força muscular deve se concentrar em grandes grupos musculares, como o peitoral, as costas, o quadríceps e flexores.

A intensidade do exercício também deve ser moderada e aumentada progressivamente de acordo com as condições e limitações do indivíduo.

Como você pode ver, o treinamento físico deve ser utilizado como intervenção não farmacológicaem pacientes soropositivos, podendo melhorar parâmetros antropométricos, aeróbios, musculares, imunológicos e, até mesmo psicológicos.

Apesar das melhorias consideráveis associadas ao HIV, vale lembrar que todos estão sujeitos a esta infecção, não importa o gênero, idade ou comportamento sexual, basta apenas que tenham contato com uma das formas de transmissão do vírus. Por isso, previna-see teste-se, sempre!

Vale lembrar, também, que, além do HIV, existem diversas outras condições associadas à imunodeficiência, como, por exemplo, doenças genéticas, quimioterapia, transplantados e pessoas fazendo uso de determinados medicamentos.

A boa notícia é que o exercício é sempre um aliado, independente de como estiverem as suas células de defesa!

Na terceira parte dessa trilogia, falaremos sobre o papel do exercício físico em doenças autoimunes, como a diabetes tipo 1, o lúpus, o hipotireoidismo, e mais.

Não perca!

Dra. Naiandra Dittrich CREF 016427-G/SC

 

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