Pesquisa mostra que meditação interfere positivamente até nos genes!

Pesquisa mostra que meditação interfere positivamente até nos genes!

Os cientistas perceberam que a meditação influência unidades ligadas ao controle de inflamações e do nível de açúcar no sangue.

Tirar poucos minutos do dia para meditar, pode provocar muito benefícios ao organismo. Praticar, não só acalma a mente, como evita muito do estresse diário. O mais interessante é que também ajuda a combater doenças cardiovasculares, aumenta a produtividade e até influencia nossos genes. Esses são alguns dos resultados encontrado pela ciência e pela comunidade médica nos últimos anos.

Para os mais céticos, vale lembrar que não estamos falando de nenhum contexto religioso ou espiritual nos dados obtidos por meios de exames clínicos tradicionais, quanto por analise feitas com o que existe de mais tecnológico na área.

Em um estudo publicado pela revista cientifica Psychoneuroendocrinology foram relatadas alterações moleculares específicas no corpo de adeptos experientes logo após a meditação.

O grupo internacional — que reúne cientistas da Universidade de Lyon, na França, de Barcelona, na Espanha, e de Wisconsin, nos Estados Unidos — traz a primeira evidência científica da ocorrência de rápidas alterações na expressão genética depois da meditação, afetando fisicamente o organismo.

Os participantes foram comparados a um segundo grupo de voluntários que, durante o mesmo período, praticou atividades igualmente tranquilas. “Um crescente corpo de pesquisa mostra que a meditação pode alterar processos bioquímicos, neurais e comportamentais. No entanto, os mecanismos responsáveis por esses efeitos clinicamente relevantes eram ainda imperceptíveis”, lembra Richard Davidson, líder do trabalho.

Para chegar aos reguladores moleculares que promovem os benefícios já comprovados, o grupo analisou pontos específicos de expressão genética antes e oito horas após a meditação. No primeiro momento, não observaram qualquer diferença entre os dois grupos. “Por outro lado, após a breve meditação, detectamos redução da expressão de genes histona deacetilase (HDAC 2, 3 e 9), alterações na modificação global de histonas (H4ac e H3K4me3) e diminuição da expressão de genes pró-inflamatórios (RIPK2 e COX2) em meditadores comparados aos do grupo de controle”, detalha Davidson. A expressão dos genes RIPK2 e HDAC2 foi associada a uma recuperação mais rápida do cortisol em ambos os grupos.

Esse hormônio está intimamente ligado ao controle de inflamações, à alergias, a níveis de estresse, à regulação da imunidade, à estabilidade emocional, a estímulo de açúcar do sangue e à criação de proteínas.

Professora da Universidade Federal de São Paulo e neurocientista do Hospital Israelita Albert Einstein, Elisa Kozasa não se surpreendeu com o potencial da meditação. Ela é uma das autoras de um artigo publicado na revista internacional NeuroImage sobre o tema.

Nós da Run também já publicamos aqui sobre os benefícios da atenção plena no alívio do estresse.

A pesquisa comparou o desempenho de meditadores com o de não praticantes durante uma atividade que exigia alto nível de atenção e controle de impulsos. Segundo ela, as imagens cerebrais registradas por meio de ressonância magnética funcional mostraram que, nos meditadores, o número de áreas neurais ativadas para a realização da tarefa era muito menor que em pessoas do grupo de controle.

“É como se o cérebro dos meditadores precisasse fazer menos esforço que o dos indivíduos no outro grupo”, resume.

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