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Atividade física e Felicidade.

Todos os dias, em algum meio de comunicação, alguém nos fala sobre os benefícios físicos da prática de atividade física regular, melhoras nos níveis de colesterol, controle da diabetes, manutenção da funcionalidade dos músculos esqueléticos, prevenção e controle de doenças cardiorrespiratórias entre outros, porém ainda podemos falar mais sobre atividade física e a felicidade.

Em um estudo realizado pela Universidade de Penn State, nos Estados Unidos, onde avaliaram 253 pessoas, entre 18 e 25 anos, foi constatado que pessoas que praticam mais atividade física se sentem mais satisfeitas com a vida do que as que praticam menos, detectaram também que aumentar os níveis de atividade física também proporciona maior felicidade no mesmo dia.

Segundo o estudo, durante esse período da vida, é o momento em que mais nos sentimos instáveis com fatores como trabalho, estudos, família e vida social. “Nessa idade há uma série de mudanças ocorrendo, pois essas pessoas estão saindo de casa, mudando de trabalho ou cursando uma universidade. Então, a satisfação com a vida pode despencar de uma hora para a outra”, diz Jaclyn Maher, que coordenou o estudo.

Os participantes do estudo foram orientados a descrever por um período que variou de 8 a 14 dias, um diário no qual relatavam como se sentiam em relação a vários aspectos da vida, tanto profissional quanto pessoal, e também informavam sobre a quantidade de atividade física que praticaram no dia.

Os resultados mostraram que a quantidade de atividade física influencia DIRETAMENTE no quão satisfeito com a vida o individuo se sente. Ou seja, os que praticavam mais atividade física relatavam se sentirem mais satisfeitos e felizes com a vida do que os que praticavam menos.

Além disso, o estudo descobriu que aqueles que já costumam praticar exercícios frequentemente, quando aumentam a quantidade de atividade em um dia, também relatam maior contentamento.
Conseguimos explicar isso, de forma muito simplificada, através de 2 substâncias químicas: o Cortisol e as Endorfinas.

O cortisol é um hormônio que quando produzido pelo corpo em excesso, como em situação de estresse, raiva, ansiedade e medo, provoca efeitos nocivos como diminuição da produção de testosterona, e ação lenta da utilização da insulina, que atrapalha no transporte da glicose para as células musculares, evitando assim a reserva de glicogênio muscular.

As endorfinas, por sua vez, são substâncias que produzidas e liberadas no cérebro provocam sensação de bem-estar, estudos mostram que uma única sessão de exercícios, com duração de 20 ou 30 minutos numa intensidade baixa ou moderada, leva à diminuição do desconforto e da dor.

O exercício físico também induz à liberação de outras substâncias no cérebro, chamadas de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, auxiliando na redução do estresse e ansiedade.

No estudo realizado por Craft LL e Perna FM, chamado “The Benefits of Exercise for the Clinically Depressed.” Indicam que exercício pode ser tão efetivo quanto os antidepressivos no tratamento da depressão. O exercício aeróbio regular por 30 minutos, praticado pelo menos três vezes por semana, ajudou a pessoas com depressão moderada a relatarem melhora no humor, mesmo com curtos períodos de exercício, como uma breve caminhada, também podem desencadear um efeito positivo imediato.

Se o exercício físico for realizado acompanhado de um amigo, ou em grupo, pode ser ainda melhor, uma vez que a interação social ajuda na melhora da depressão.

Assim, a melhora da saúde, da aparência física e a auto-imagem positiva levam a um melhor controle sobre suas atitudes e seu corpo. Isto pode fazer com que você se sinta mais confiante e seguro em outras áreas de sua vida aumentando sua autoestima, o que faz você mais FELIZ.

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João Marcelo Motta Siqueira – Educador Físico Cref:014591-G/SC

REFERÊNCIAS:
Maher JP1, Doerksen SE, Elavsky S, Hyde AL, Pincus AL, Ram N, Conroy DE.. A daily analysis of physical activity and satisfaction with life in emerging adults.
Craft LL, Perna FM. Prim Care Companion J Clin Psychiatry. 2004;6 (3):104-111. The Benefits of Exercise for the Clinically Depressed.